Em um cenário de altos índices de endividamento e juros elevados, saber usar o crédito a seu favor pode ser a chave para retomar o controle das finanças pessoais e conquistar uma vida mais equilibrada.
O início de 2025 trouxe um desafio significativo: mais de 76 milhões de brasileiros estavam com dívidas em atraso, segundo dados da Serasa. Esse número impressionante reflete não apenas questões econômicas, mas também o impacto na saúde mental e no bem-estar das famílias.
Cartão de crédito, cheque especial e empréstimos pessoais representam as principais fontes de juros altos, que chegam a médias superiores a 11,2% ao mês em linhas rotativas. Esse cenário pressiona o orçamento, comprometendo sonhos e projetos de vida.
Quitar dívidas não é apenas uma questão de responsabilidade, mas uma estratégia inteligente para ganhar fôlego financeiro. Ao eliminar passivos, você garante:
economia significativa em juros mensais, já que troca linhas caras por opções mais vantajosas. Além disso, a redução do estresse e a sensação de tranquilidade financeira e emocional são benefícios imediatos.
Com o orçamento desobstruído, surge a oportunidade de investir em projetos pessoais ou profissionais, criando um ciclo virtuoso de crescimento e segurança.
Existem diversas modalidades de crédito que podem ser usadas para consolidar dívidas. A escolha certa depende do perfil do tomador, do valor necessário e do nível de risco tolerado.
Para dívidas acima de R$100 mil, o crédito com garantia de imóvel costuma apresentar as menores taxas e os maiores prazos, mas exige cautela para não comprometer seu patrimônio.
Em 2025, o programa Crédito do Trabalhador movimentou R$82,1 bilhões, beneficiando mais de 7,1 milhões de pessoas com taxas médias de 3,07% ao mês. Além disso, mutirões de negociação têm desempenhado papel fundamental na recuperação de crédito.
As principais vantagens incluem:
- unificar todas as suas dívidas em uma única parcela;
- redução das taxas médias de juros;
- maior previsibilidade orçamentária.
No entanto, é fundamental avaliar os riscos:
- Perda de bens dados em garantia caso haja inadimplência;
- A facilidade de crédito pode gerar novo endividamento;
- Exposição a instituições sem credibilidade.
Empréstimo é a única solução? Não; renegociações diretas podem ser mais econômicas.
Qual a diferença entre consignado e pessoal? O consignado tem desconto em folha e juros menores.
O que é CET? É o Custo Efetivo Total, que inclui todas as taxas.
Posso negociar dívidas em atraso? Sim; mutirões e programas federais facilitam esse processo.
Como evitar cair em mais dívidas? Planeje seu orçamento e limite o uso de crédito rotativo.
Com informação, comparação de propostas e cuidado ao escolher a modalidade de crédito, é possível usar o empréstimo como um aliado na consolidação de dívidas e dar o primeiro passo rumo a uma vida financeira equilibrada.
Referências