A forma como nos relacionamos com o dinheiro em nosso dia a dia mudou de maneira drástica. Em poucos anos, vimos a ascensão de pagamentos sem contato físico se tornar parte indispensável da nossa rotina, transformando estabelecimentos comerciais e serviços públicos.
Este artigo detalha a evolução, os números e as perspectivas dessa tecnologia que, apoiada pelo Pix e por soluções com cartões, avança com força total no Brasil.
Os pagamentos contactless utilizam a tecnologia NFC (Near Field Communication) para realizar transações sem que o usuário encoste o cartão ou o celular na maquininha. Basta aproximar o dispositivo e o valor é debitado instantaneamente.
Embora o conceito seja antigo, foi durante a pandemia que a adoção acelerou. Consumidores e lojistas passaram a buscar experiência de pagamento mais segura, evitando contato físico e congestionamento em filas.
No Brasil, o crescimento do contactless é expressivo. Em março de 2021, apenas 29,5% das transações presenciais com cartão eram contactless. Em março de 2024, esse índice saltou para 69,6%, mantendo-se próximo de 70% em 2025.
Capitais como Brasília já ultrapassam 80% de adoção dessa tecnologia em vendas presenciais. No primeiro trimestre de 2025, os pagamentos por aproximação somaram 6,5 bilhões de transações, movimentando R$ 423,1 bilhões.
A base técnica do sistema é o NFC, que permite comunicação em curto alcance. Cartões com chip NFC, smartphones e smartwatches embarcam essa funcionalidade de fábrica.
Para o usuário, basta ativar o NFC e aproximar o cartão ou o aparelho da maquininha. A transação é autorizada em segundos, muitas vezes dispensa senha para valores baixos.
Recentemente, o Pix por aproximação foi lançado e se soma às carteiras digitais, tornando o ecossistema ainda mais rico e flexível.
O varejo lidera a adoção, com supermercados, lojas de conveniência e farmácias implementando o contactless para tornar o fluxo de clientes mais ágil.
No transporte público, cidades como Brasília registraram crescimento superior a 1.000% em operações por aproximação. Ônibus e metrôs passaram a aceitar cartões e celulares, diminuindo o tempo de embarque.
Serviços essenciais — como estacionamentos, lotéricas e postos de gasolina — também se beneficiam da redução de filas nos estabelecimentos, melhorando a experiência do cliente.
Lançado em 28 de fevereiro de 2025, o Pix por aproximação permite pagamentos instantâneos via NFC para usuários Android. A tecnologia integra Google Wallet, Apple Pay e outras carteiras digitais.
As transações por Pix têm limite padrão de R$ 500, ajustável pelo usuário. O método já é adotado por diversos bancos e instituições financeiras, ampliando o leque de opções sem o uso de cartão físico.
Essa novidade traz pagamentos instantâneos via NFC em smartphones, reduzindo ainda mais a dependência de maquinhas tradicionais.
Pesquisa de mercado aponta que 71% dos consumidores brasileiros usam contactless, e 60% recorrem sempre ou quase sempre a esse método.
Apesar dos avanços, há obstáculos. O limite de transações sem senha (R$ 500) pode ser visto como restrição para compras de maior valor.
Além disso, nem todos os estabelecimentos atualizaram suas maquininhas, exigindo investimentos em hardware e treinamento de equipe.
Educação do público e medidas robustas de autenticação biométrica são essenciais para manter a confiança e proteção dos usuários.
O país se destaca no cenário internacional pelo ritmo e pela escala da adesão ao contactless. Capitais como São Paulo e Rio de Janeiro representam 10% do volume nacional e 40% das movimentações entre grandes centros.
O Nordeste lidera o crescimento proporcional, com alta de 16,8% no uso de cartões no primeiro semestre de 2025.
Esse protagonismo fortalece o Brasil como referência em inovação financeira, incentivando novas soluçõe
Referências