Em 2002 foi criado o Tesouro Direto com o objetivo de democratizar o acesso a títulos públicos federais. Neste guia completo você encontrará tudo o que precisa saber para começar a construir uma carteira sólida, com dados recentes, exemplos práticos e estratégias para cada perfil.
O Tesouro Direto é um programa do governo federal que permite ao investidor pessoa física aplicar em títulos públicos pela internet. Antes desse programa, o acesso a esses títulos era restrito a grandes instituições e fundos.
Investir nesse ambiente significa investir significa emprestar dinheiro ao governo para financiar setores como educação, saúde e infraestrutura, recebendo juros como remuneração. Por ser garantido pelo Tesouro Nacional, é considerado o investimento mais seguro do Brasil.
Entre os principais pontos que tornam esse investimento atrativo, destacam-se:
Para investir, o participante compra um título público pela plataforma de sua corretora ou banco. A remuneração varia conforme o tipo de título escolhido, podendo ser prefixada, pós-fixada ou atrelada à inflação.
É possível resgatar antes do vencimento, mas o valor recebido será calculado com base no preço de mercado no dia do resgate. Títulos fracionados permitem investir em porções menores, ajustando a aplicação ao orçamento.
Cada tipo de título atende a objetivos diferentes, desde reserva de emergência até planejamento de aposentadoria.
Dados de 01/2025 mostram que o Tesouro Prefixado acumulou rendimento de 10,05% em 12 meses, totalizando 91,1% desde o início do programa. O título IPCA+ RendA+ 2065 oferece atualmente cerca de 7,09% ao ano acima da inflação para quem comprou em agosto de 2025.
Em comparação, fundos DI renderam 12,94% e fundos de crédito privado 15,2% no mesmo período. Embora históricos não garantam resultados futuros, esses números ajudam a avaliar oportunidades.
As principais cobranças que impactam o investidor são:
Eventuais custos de resgate antecipado podem surgir devido ao spread entre preços de compra e venda.
Siga este passo a passo para investir com segurança em Tesouro Direto:
O regulamento do Tesouro Direto estabelece horários de negociação, limites diários de compra e venda, e regras específicas para títulos com pagamento de juros semestrais.
É importante observar prazos para resgate próximo a datas de pagamento de juros para evitar custos inesperados.
Em agosto de 2025 foram realizadas 861.853 operações, somando R$ 6,39 bilhões em investimentos.
O Tesouro Selic respondeu por 51,8% do volume do mês, confirmando seu papel como principal opção para reserva de emergência.
O risco de crédito é praticamente zero, já que o Tesouro Nacional garante o pagamento. O maior risco está na volatilidade de preços em caso de venda antecipada de títulos prefixados ou atrelados à inflação.
Alinhar o prazo de vencimento com o objetivo financeiro é fundamental para minimizar impactos.
O Tesouro Direto representa uma porta de entrada para o mercado de renda fixa, combinando segurança, acessibilidade e transparência. Com valores iniciais baixos e uma grande variedade de títulos, é possível montar estratégias para curto, médio e longo prazo.
Antes de investir, avalie seu objetivo financeiro, horizonte de tempo e perfil de risco. Utilize simuladores e acompanhe índices econômicos para tomar decisões bem informadas. Assim, você poderá aproveitar ao máximo as oportunidades que o Tesouro Direto oferece, construindo um futuro financeiro mais seguro.
Referências